Não foi só na minha infância que me fizestes feliz, me amparou e me amou. Hoje, mesmo podendo me virar sozinha, correr atrás de todos os meus sonhos, eu não sei se conseguiria sem o teu amor, sem teu velho olhar me dizendo o que é certo e o que é errado. Talvez sim, pois cada palavra que sai de tua boca é captada por mim, cada ensinamento. Pai, quando me vi sozinha e desamparada, quando as luzes se apagaram... E o circo de horrores surgia, achei que não conseguiria, mas novamente te vi ao meu lado dizendo “juntos nós vamos conseguir” e juntos conseguimos. Sei que não é o homem perfeito, e nem o super-herói dos desenhos que irá me salvar de todos os perigos, mas sei que tenho a tua mão pra me tirar no abismo e me puxar pro teu peito, onde posso sentir seu coração bater e saber que ali é o meu ponto de paz.
Em momento algum aqui lhe chamei de senhor. Há quem diga que tal ato é sinônimo de respeito, educação, mas te chamar de senhor é te deixar tão longe de ser meu amigo. Eu, não chamo nenhum amigo de senhor, e todos sabemos que os amigos são quem guardam nossos segredos. Você. É, você mesmo. Esse cara aí com o sorriso escancarado no rosto, com essas lágrimas caindo, que é meu amigo, meu colega, meu abrigo, minha paz, meu espelho, meu orgulho. É você! Que fez e enfrentou tudo por mim, você meu pai. Feliz aniversário, e obrigado por ter me feito o que eu sou com todas as qualidades e também defeitos, mas como você mesmo diz “Eu não faço ninguém gostar de mim, gosta quem quer.” E eu, te amo.
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